A Mídia Conservadora a Inversão de Valores e a Intolerância

A Mídia Conservadora a Inversão de Valores e a Intolerância – Essa semana senti um profundo pesar pelo meu país, que um dia sonhei livre e mais igualitário, e por ver anos e anos de história que se dilaceraram em mentiras e ignorância.

Desde a prisão do Lula pra cá, recebi tantos textos e memes, que eu acabei até perdendo a paciência.

Eu sei que pra algumas pessoas, enviar mensagens de intolerância e zombar da visão de mundo do outro é apenas uma brincadeira boba, sem maiores consequências, somente uma diversão e um passatempo.

Mas pra mim, é motivo de tristeza profunda, não apenas pelo fato do Lula ter sido preso sem provas contundentes, como a lei exigia antes do impeachment da Dilma e da prisão dele.

A Mídia Conservadora a Inversão de Valores e a Intolerância
A Mídia Conservadora a Inversão de Valores e a Intolerância

A Mídia Conservadora a Inversão de Valores e a Intolerância

Minha tristeza é ver uma sociedade que não consegue entender o direito mínimo de qualquer cidadão.

Fico muito triste mesmo, com dor no coração, em ver que o circo midiático da Globo e empresinhas colegas abutres pegou fundo na cabeça das pessoas.

Parece uma cena dantesca.

Se o Lula tem culpa ou não, isso eu não sei dizer, pois ainda não foi provado.

Mas vou dizer o que acho disso, mesmo sem ser conhecedora de leis: acho que a sinhazinha e sinhô da casa grande que mora dentro de cada um, saiu da jaula.

Que triste, ver uma parcela da população e os caras que estão aí no poder, abrirem um abismo ainda maior de desigualdade social.

Antes de falar as frases: “bandido bom, é bandido morto.”, será que quem costuma falar isso já parou pra pensar onde essa pessoa nasceu?

Antes do policial, que ganha mal pra caramba e põe a vida em risco todos os dias, descer o cassetete na cabeça dum suspeito favelado negro, será que alguém já pensou por que os negros foram parar nas favelas?

Se ofendi alguém com uma resposta grosseira, antes de mais nada me desculpe, mas eu não deveria ter nem respondido, já que nossa visão de mundo e humor são diferentes, justamente pelo fato de nossos caminhos de vida terem sido diferentes.

Sei que alguns riem de mim e falam pelas costas: olha lá a petralha, a boba de esquerda, a idealista, a “vagabunda”, a que vive no país das maravilhas, and so on.

Bem, se ter lutado durante muitos anos por um país melhor é ser vagabunda de esquerda, então eu sou.

Se ter batido de frente contra injustiças sociais, brigado pela categoria da qual fiz parte por quase trinta anos é ser iludida, então eu vivo no país das maravilhas.

Não se trata de ficar ofendido com alguém ( mesmo porque eu não estou) e nem de ofender alguém. Trata-se da vida do povo de um país inteiro daqui pra frente.

por: Cilene Pacini

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