Rio precisa é de uma Intervenção Social e não Militar

Rio precisa é de uma Intervenção Social e não Militar – E o Congresso, 340 deles, sem nenhuma novidade, a maioria esmagadora, votou pela Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do RJ, nessa madrugada. Porém, já em vigor desde 16/02. Medida inédita, desde a Constituição de 1988.

E se esses militares pegarem gosto?

Ou melhor, votaram mesmo foi na intervenção política, no Golpe que beneficia o Mercado e esmaga a nossa soberania.

E ainda, o mais importante, já servirá, acham os golpistas, para intimidar a reação popular contra uma eventual prisão de Lula!

Que não ousem!

No entanto, entre esses 340, o mais absurdo, estão os da Frente Ampla das Esquerdas, já em construção, como o PDT do Ciro, o PSB e a Rede da Marina.

Ontem à noite, pasme, quando, na Câmara, ainda discutiam a tal, tanques do Exército já cercavam uma das maiores favelas da cidade, pois para Temer já era fato consumado.

Quanto custará, se a União está amarrada ao Teto dos Gastos e o RJ não paga nem salários aos professores?

Rio precisa é de uma Intervenção Social e não Militar
Rio precisa é de uma Intervenção Social e não Militar

Rio precisa é de uma Intervenção Social e não Militar

Nesse Congresso, quem questionou esse aparato todo? A esquerda, intelectuais, militantes de movimentos sociais, os ativistas das Redes e das ruas, debalde!

Só 73 deputados foram contra. Os deputados do PT, do PCdoB e do PSOL! Agora segue ao Senado que, pelo andar da carruagem, também a aprovará.

São tantos os questionamentos. Para uns poderá ser o início ou o encorajamento de uma investida dos militares, que há tempos andam manifestando desgostos contra Temer e sua quadrilha, lógico que numa posição à direita, pois odeiam “vermelhos”, vide manifestações.

E já que aceitaram submeter-se às ordens de Temer, não avançariam, como questionam alguns, rumo a uma Ditadura Militar, história velha conhecida?

Começariam pelo RJ, já com poderes ampliados, mas ainda sem a autorização de matarem, como solicitam, podendo avançar para o resto do país.

Num primeiro momento, como no RJ, consenso entre analistas, servirá para atacar negros e pobres das favelas. E depois? Uma incógnita!

Porém analistas já se arriscam a alertar que a ação poderá avançar, já temerosos, sobre o povo organizado, alastrando-se pelo país.

Ora, diz a Agenda do Golpe, há de se impedir, a qualquer custo, Lula/presidente ou a quem esse indicar. Claro, teriam que ganhar do povo na correlação de forças.

Nos atos de ontem contra a Reforma da Previdência, outras versões.

A crença de que essa Intervenção é uma manobra de Temer, que sem números suficientes para a aprovação da Previdência, inventou essa armação para tapear a opinião pública e usar isso como moeda de troca.

Que pode ser uma jogada para impedir as eleições e se poder escolher o novo presidente.

Ou, para a líder do MTST, Natália Szermeta, o governo Temer é inimigo da população pois tudo que faz é contra o povo pobre e trabalhador e que o RJ precisa é de pagamento do salário dos servidores em dia.

E, afirma, voltando ao título do texto, que o RJ precisa é de uma intervenção social e não policial. E clamou para que jamais aceitemos que a juventude do Rio pague essa intervenção com a vida.

Dói-nos na alma as imagens, que já correm pelas Redes, de humilhações de moradores negros e pobres, como escravos, todos enfileirados, para inspeções. Até de mulheres aterrorizadas nas abordagens.

Que essa afronta não prospere, pois já trouxe, outrora, muitas dores, atraso social e mortes. E mexer com Lula será decretar Guerra Civil, que não ousem!

por:

Consuelo Maria Da Consolação Cerqueira, socióloga

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